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Lollapalooza segundo dia: a consagração do paumolismo musical ou porque é fácil entender o rebuliço mundial em torno do Skrillex.

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São Paulo, Califórnia.

E eis que chega o segundo dia do Lollapalooza, a congregação pós-moderna que envolveu São Paulo em um filtro vintage de uma Lomo Diana ou Instagram for iPhone™ (para os mais ~~~tech lovers~~~) neste último final de semana. Aliás, antes de entrar na questão musical, vale um adendo para a vestimenta do público frequentador. É curioso notar como a moda hipster e o comportamento estão completamente massificados. Tem um quezinho da globalização consumista que padronizou por completo e homogeneizou várias tribos que poderiam ter diferentes comportamentos e atitudes. Nas roupas, mostramos um ~~~mashup~~~ de referências para não se referirem a absolutamente nada. Nas atitudes e comportamentos, há um excesso de desdém tão grande que só pode significar o intenso acúmulo de objetos (pessoas como objetos inclusas também) para nos divertirmos e jogarmos fora. Bonito isso. Só que não. E é justamente neste excesso de desdém, também visto como uma atitude blasé, nome mais cool pra isso, que eu vou me atentar na crítica musical do Lollapalooza. E a constatação de que o cenário musical está realmente triste só se intensifica. Vide o caso da banda que ilustra este post, o MGMT (ou Management, para os iniciados).

Esta banda, supra-sumo dos desejos hipsters há 6 anos atrás (like, so long ago) fez um show que, posso dizer sem nem pestanejar, foi o pior que já vi. Tudo bem que falar mal da atitude ao vivo desta banda é chutar em cadáver, mas não custa aqui se atentar para alguns pontos importantes sobre como esta atitude blasé é boa só quando nós praticamos, e não quando recebemos de alguém. Andrew VanWyngarden, líder da banda, simplesmente ligou o foda-se, adotou uma postura de não estar nem aí para a plateia e cantou com uma falta de vontade que dava raiva. Uma banda com o potencial de fazer as pessoas entrarem em um catarse coletivo com músicas que são hinos da juventude pós-qualquer coisa e que simplesmente não soube lidar com a situação de que a massa poderia pular, chorar e gritar com as batidas sexuais de “Electric Feel” ou com o ritmo viciante de “Kids”. Para Andrew VanWyngarden, estas músicas são tão last week que nem dá mais vontade de cantar. E é essa extrema falta de vontade que eu chamo de paumolismo musical, que se estende para outras bandas indies deste festival, como o Friendly Fires e o Foster the People.

Bem, o Friendly Fires fez aquele show fácil de enganar e de parecer que é bom, já que o vocalista se esforçou, rebolou, tentou mostrar que estava ali realmente presente para a plateia, mas a banda não ajuda. Por que estas bandas insistem em colocar um milhão de camadas e sonoridades em suas músicas se, ao vivo, elas vão ficar bem baixinhas, para ninguém realmente ouvir ou sentir? Acho que é um conservadorismo tremendo eles se sujeitaram a deixar a guitarra e a voz mais alta. Cadê as baterias diferentes do Friendly Fires? Cadê os metais que se ouve nos álbuns de estúdio, a linha de baixo? Os sons que fazem a galera realmente sentir a música nas noites do Estudio M viram perfumarias. Eles até estão lá no palco, mas ninguém ouve. Esta bandas são todas boas de estúdio, mas péssimas de palco. Se isto se passasse há 40 anos, como foi com o caso dos Beatles (e não estou aqui comparando estas bandas com os garotos de Liverpool), tudo bem. Mas hoje, quando querer viver de álbuns não é mais um bom negócio, é mais do que necessário tirar o blasé do rosto ou do som pra fazer um show, no mínimo, honesto. O Foster the People, pelo que me dizem (estava vendo o Skrillex, meu próximo ponto), até fez esse show honesto, mas creio que essa banda sofrerá um estigma muito pior para uma banda: Luciano Huck adotará esta banda em suas baladas em Angra, suas músicas serão hits do Buddha Bar e Disco e DJs com nomes diminuídos e sobrenome de bem nascido farão remixes para a galera delirar no Sirena. Aí, meu amigo, esta banda vai cair no pior ostracismo possível.

Voltando ao ter alma. Gogol Bordello mostrou isso perfeitamente bem no calor saárico das 14h. A banda de Eugene Hutz realmente acredita na música que está fazendo e, mais do que isso, na mensagem que tem para passar. Na verdade, ao contrário das outras bandas indies, eles têm uma mensagem. E isto faz toda a diferença. Eles não estão lá no palco apenas brincando, pulando, se divertindo pra caralho no carnaval cigano que organizam. Você percebe que no meio de toda aquela brincadeira existe algo verdadeiro. E isto se traduz no som da banda, tudo alto, com todos os instrumentos tendo o seu merecido destaque, e na atitude da banda, de ter buscado uma verdadeira inovação dentro do rock e dentro de suas próprias músicas (de uma pegada completamente cigana no começo da carreira, para algo cada vez mais latino nos últimos álbuns). E é esta mudança de comportamento musical que faz do Skrillex o ponto mais importante deste post.

O ex-emo e auto-intitulado rei do dubstep e da música eletrônica é amado por muitos e odiado por muitos. Na verdade, este é o primeiro ponto bem positivo a seu favor. Foo Fighters, mais do que agradar todo mundo, não desagrada ninguém. Skrillex não. O som é difícil de ouvir, às vezes até insuportável. Parece realmente a rebelião das máquinas ou um robô sendo torturado pelo DOI-CODI. Mas ele é novo. E completamente inovador dentro de si mesmo. O show nunca cai no marasmo, seja pelos efeitos de luzes impressionantes ou pelas mudanças abruptas em todas as músicas quando menos se espera. E é isso que um show pode e tem que trazer. E o jovem Skrillex entende isso muito bem e tem na mão os seus admiradores. O controle do show é todo dele, mas, mais do que isso, ele controla um show inteiro com momentos inesperados. Ao contrário do Foo Fighters, que busca agradar sem sair da zona do conforto. E é justamente esta falta de conforto que faz do som do DJ com o cabelo mais feio do mundo (parece sarna) algo único.

Bem, encerro aqui meus posts sobre o Lollapalooza e as percepções acerca dos dois dias de shows. Espero que vocês tenham gostado.

Hasta!

Koala Collage

Lollapalooza primeiro dia: Foo Fighters e a consagração da falta de bandas fortes no mainstream

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São Paulo, Califórnia.

Em pleno Jockey Clube, bem próximo a locais tão maravilhosamente insossos como a Berrini ou o Shopping Cidade Jardim, rolou a maior agremiação hipster brasileira que a Urban Outfitters orgulhosamente vem patrocinando desde quando começaram a enviar roupas para o nosso país. Pois é, amigos, Coachella está longe dos nossos sonhos, então bora se fantasiar para o Lollapalooza. Mas neste post não vou falar das milhares de calças de cós alto, botinhas, regatas e chapéus que fizeram o look de 98% das meninas que lotaram o domingo e sim da música do dia inaugural do festival. Na verdade, venho fazer uma triste constatação sobre o cenário musical atual. E ele começa pelo fato de que O Rappa ainda faz o mesmo show que eu ouvi no João Rock de 2003, em Ribeirão Preto.

Enfim, o grande problema que O Rappa traz pode ser tranquilamente passado para a banda mais esperada da primeira noite, o Foo Fighters: a previsibilidade. As duas bandas hoje podem ser consideradas ícones do rock mainstream (uma em escala nacional, a outra, mundial) e as duas parecem que simplesmente já cansaram de inovar. E olha que eu acredito que Falcão e cia. ainda podem trazer mais novidades de seu caldeirão do que o ex-baterista do Nirvana, mas não quero bater nesta ~~~polêmica~~~ tecla. Por isso, vou me atentar a banda de Dave Grohl.

O Foo Fighters fez um show, para os fãs, memorável, louco, ensandecido, melhor momento da vida. Tudo bem. O que eu questiono aqui não é o que os fãs acharam, mas o fato de haver tantos fãs para uma banda tão média como o Foo Fighters. Praticamente não havia espaço para se mexer em todo o Jockey Clube. Todo mundo gritava aos berros canções como “Times Like These”, “Best of You”, “All My Life”, “Monkey Wrench” e outras que são incrivelmente parecidas, mas possuem nomes diferentes. O Foo Fighters, pela falta de originalidade completa, inclusive no show, na qual 70% das músicas seguiram um esquema com interlúdio imenso jogando pra galera, ficando fácil dessa maneira tocar por duas horas e meia, seria uma banda de segundo escalão que não deveria ser tão cultuada quanto é. Apenas uma banda massa de ouvir no rádio, com um rock bem normal, sem nada a oferecer de novo para ninguém. É tão normal que a gente quase esquece que é rock, no sentido mais amplo do que o gênero deveria ser. O problema é que parece estar faltando bandas de primeiro escalão, que será melhor abordado no próximo post, sobre o segundo dia do festival.

Na verdade, a sensação que passa é que o Foo Fighters são a representação musical das ruas da Vila Madalena: nomes levemente diferentes, com casas bem parecidas para confundir todo mundo. Você anda lá e sabe direitinho aonde está, aonde vai cair e o que vai encontrar, mas o bar que você queria está na Purpurina e não na Girassol, mas tudo bem. O Foo Fighters é essa banda “tudo bem”, ícone de um conformismo de uma geração que acha que é tudo, menos conformista. E fica fácil notar que não é bem por aí, vide camisetas do Borussia Dortmund, do New England Patriots e bonés do Miami Dolphins a estampar o uniforme de muitos meninos.

E, com isso, fechamos a análise em torno do fraco primeiro dia. Amanhã não perca: a consagração do paumolismo musical ou porque é fácil entender o rebuliço mundial em torno do Skrillex, minha resenha sobre o segundo dia do Lollapalooza.

Hasta!

Só a Galera Produções Culturais

(este post é dedicado ao brilhante amigo @joseh_ed, coautor desta ideia que é pura diversão)

De uns tempos para cá, o Brasil anda mandando ver em shows e festivais internacionais. Uma caralhada de bandas do Brooklyn estão se apresentando constantemente aqui, mostrando todo o suingue hipster que a American Apparel pode proporcionar. Apesar de gostar de sons repletos de sintetizadores, sininhos, gritos finos e vozes que ecoam e se assemelham a jubartes no cio, muitas vezes me sinto órfão de um festival que toque o bom e velho rock and roll, algo que Planeta Terra, Natura About Us e aquele lá do Lúcio Ribeiro nunca souberam fazer. O SWU até trouxe algumas – boas – bandas, mas eles cometeram um erro: não pensaram maior. Eles provavelmente esqueceram de estudar o fenômeno cada vez mais recente no mundo do rock, o da Coringuização dos Músicos. Para quem não sabe o que é este fenômeno, segue um breve excerto retirado do livro ainda a procura de uma editora “A Substantivação das Palavras: como tudo pode virar uma grande teoria“, de Paulo Coelho e Augusto Cury.

A Coringuização dos Músicos é um movimento recente na música no qual músicos estão constantemente  “com uns projetos aí”. Estes músicos são, geralmente, dotados de extrema habilidade em um instrumento, mas se saem bem com todos os outros sem o menor problema, atuando em diversas funções nestes projetos. São os famosos “frenéticos do showbusiness”.

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Dicaju #6 – A Mulher é a Mulher

Especialmente pra você, mulher, que já chorou uma dor de cotovelo ouvindo Natalia Imbruglia ou pra você, amigo homem, que dizia que gostava de Green Day, mas baixava escondido Estoy Aqui:

Baixe Aqui (Botão direito do Mouse – Salvar Link como…)

Bloco 1

1- Sixpense None the Richer – Kiss Me

2- Emilia – Big Big World

3- No Doubt – Don’t Speak

4- Vanessa Carlton – A Thousand Miles

5- TLC – No Scrubs

Bloco 2

6- Shakira – Estoy Aqui

7- Dido – Thank You

8- Emma Button – I Took So Long

9- Spice Girls – Too Much

10- All Saints – Pure Shores

Bloco 3

11- Mariah Carey – Heartbraker

12- The Corrs – Breathless

13- Sophie Ellis-Bextor – Murder on The Dancefloor

14- Jennifer Lopes – If You Had My Love

15- Natalie Imbruglia – Torn

Confira também: Dicaju #1 – O Melhor do Pagode Ternura/ Dicaju #2 – Di Versão/ Dicaju #3 – Escola Molejo de Fazer Alegria./ Dicaju #4 – Rayovac Estomacal/ Dicaju #5- 1993, uma Odisséia em um Ano Irrelevante/

Enjoy The Week #08

Como esse blog anda mais parado que meu perfil no Orkut, vou continuar com a minha saga de montar mixtapes que alguns fiéis amigos surdos ainda ouvem. Esta semana, inclusive, eu baixei uma porrada de música pra tentar fazer uma listinha que fosse bacana o suficiente, mas nao obtive aquele sucesso, a não ser com um grupo: Edward Sharpe & The Magnetic Zeros.

Sou tão verão da Califórnia em 68. Cê não tem idéia, bixo.

Caraca, esses hippongas me conquistaram de jeito. Com um estilo totalmente Woodstock e letras fofinhas para fazer qualquer menina dizer “Ohh!”, a banda formada pelo casal Alex e Jade ainda vai dar muito o que falar. O álbum de estréia deles, lançado o ano passado, é inteiro bom e vale a pena ter na coleção. Na ETW dessa semana coloquei duas músicas, as geniais “40 day dream” e “Home”.

Além dos hippies acima, na lista desta semana temos a eterna nessa brasila Marina & the Diamonds, que gravou recentemente uma versão acústica fodástica de seu belo single “Hollywood”; o supergrupo indie Monsters of Folk, formado por feras como Jim James (My Morning Jacket) e Conor Oberst (Bright Eyes); os americanos (mas canadenses (?) por opção) do Metric, que eu nunca tinha dado muita bola, mas que fizeram um último álbum bem legal; os geniais brasileiros do Black Drawing Chalks; uma salsa que me cativou muito quando eu ouvi num programa da Oi e mais uma caralhada de coisas espetaculosas.

Enfim, espero que gostem da lista. Ela foi feita com carinho. É só clicar na imagem (se alguém souber o nome do artista dessa obra me avise nos comentários), rapeize.

01) Yeah Yeah Yeahs – Heads Will Roll

02) Edward Sharpe & The Magnetic Zeros – 40 Day Dream

03) Vampire Weekend – Horchata

04) Madcon – Beggin

05) Marina & The Diamonds – Hollywood (acústica)

06) Franz Ferdinand – No You Girls

07) Cold War Kids – Audience of One

08) Metric – Gimme Sympathy

09) Edward Sharpe & The Magnetic Zeros – Home

10) Monsters of Folk – The Right Place

11) The Walkmen – The Rat

12) Papi Brandao Y Sus Ejecutivos – Bilongo

13) Black Drawing Chalks – Leaving Home

Hasta!

Obs1.: se as listas tiverem descambando para um lado que vocês não gostam, por favor, avisem.

Obs2.: a música do Metric é mais uma homenagem a minha eterna guru musical @thaizaakemi.

Enjoy The Week #07

Olha, confesso que ainda estou com vergonha de ser a primeira pessoa a escrever algo após a maravilha criada pelo Caju. E é exatamente por causa disso que eu já vou avisando: este post não terá um quinto de sua genialidade, garbo e charme nordestino. Mas alguém tem que ficar com o trabalho sujo de dar continuidade.

A última  ETW deste ano é especial por uma série de motivos: é a retomada das mixtapes (desde o especial do Planeta Terra que não faço mais nenhuma), é a mais extensa já feita até hoje, é a última do ano e, por fim, tem as músicas que eu mais ouvi em 2009 (tirando Animal Collective e que não se encontram em nenhuma outra ETW). Na verdade, eu esqueci de colocar uma música nessa lista e bateu maior preguiça de ter que refazer tudo de novo. Fica pra próxima.

Dessa vez eu não vou comentar música por música, mas vale lembrar que nesta lista tem bastante XX (seja cantando músicas próprias ou fazendo remix), Yeasayer (que, na minha humilde opinião, lançou o melhor single do ano, a grudenta e explosiva Ambling Alp, que abre esta lista), a rechonchuda Beth Ditto com o single “Heavy Cross”, do último álbum do Gossip, a sombria – e maravilhosa – “If I Had a Heart”, do Fever Ray (trabalho solo da cantora do duo proposta do The Knife), a mistura de rap e rock que o Black Keys criou com o projeto BlakRoc e por aí vai.

Para baixar esta lista, é só clicar na imagem abaixo, como sempre.

01) Yeasayer – Ambling Alp

02) Gossip – Heavy Cross

03) XX – Crystalised

04) The Raveonettes – Bang!

05) The Gay Blades – O Shot

06) Paper Route – Carousel

07) XX – Shelter

08) BlakRoc – Ain’t Nothing Like You (feat. Mos Def & Jim Jones)

09) TV on the Radio – Staring at the Sun

10) Little Boots – Remedy

11) The New Pornographers – Hey, Snow White

12) Pullovers – Tudo que eu sempre sonhei

13) Yeasayer – Tightrope

14) Florence + The Machine – You’ve Got the Love (XX remix)

15) Dead Man’s Bones – My Body is a Zombie for You

16) Plastiscines – Bitch

17) Golden Filter – Thunderbird

18) The Shins – Australia

19) Art Brut – Pump up the Volume

20) Fever Ray – If I Had a Heart

Hasta!

Os 20 maiores one hit wonders brasileiros da década

Fiquei com uma certa inveja branca da boa lista que nosso Lúcio Ribeiro caipira, Nico, fez dos melhores discos do ano. Por isso, contactei Hygino e meu amigo Pedro Deluna, essa terra roxa irrigada de conhecimentos nostálgicos musicais, para me ajudarem na difícil, porém deliciosa, tarefa de listar os 20 maiores One Hit Wonders (artistas de um hit só) brasileiros desta década que acabará junto com os fogos de Copacabana do próximo dia 31. Alguns que inclusive já haviam passado pela falecida coluna Relembrando deste blog. O resultado final é este abaixo, vem na minha que é feriado:

20- Mary’s Band – Happy Birthday: É isso que dá passar a adolescência ouvindo Basket Case. Espero que esses 3 quando olharem pra essa música hoje tenham vergonha do que fizeram ou, no mínimo, não se orgulhem de ter passado a juventude indo no Hangar.

19- Guentaê – Sapatilha 37: Esses tentaram fazer sucesso quando os criadores do forró universitário já estavam fazendo doutorado. Por não se diferenciarem muito das 813 bandas que fazem “temporada” no Canto da Ema, ainda tem que conviver com aquela velha pergunta “pô, mas essa música não é do Falamansa?”.

18- Mariana Kupfer – Looking for Love: O Brasil agradece que uma das maiores patricinhas do país parou por aqui com sua carreira musical. São por essas que eu tiro o chapéu pra Patrícia de Sabrit que não faz nada da vida, mas pelo menos não tenta convencer geral com seu inglês “perfeito”de 3 meses de intercâmbio na Nova Zelândia.

17- Vinícius e Andinho – Corpo Nu: Podia muito bem ser a 20ª, mas uma música que possui uma frase como “Sua mãe bolada, querendo me matar” merecia um pouco mais. Brilhante.

16- Twister – 40 Graus: Sander e sua trupe anteciparam essa onda desintoxicação que se perpetuou pelas boybands do mundo. O rapaz que atrás do seu óculos Rayban te via em todas as manhãs ficou preso após traficar bala em baladas paulistanas e anos depois acabou virando palestrante desses de auto-ajuda. De qualquer forma, sua canção fébril marcou os muitos Disks Mtvs de 2001.

15- Tchakabum – Tesouro de Pirata (Olha a Onda): Kleber Bam Bam pode se orgulhar de 3 coisas na vida; ter sido o vencedor do primeiro BBB, ter criado a Maria Eugênia (e chorado em rede nacional por ela) e ter enfiado na cabeça da população brasileira essa swingueira mezzo baiana, mezzo carioca. Destaque para aquela coisa meio complete a música à lá “Fazer amor de Madrugada, em cima da cama em baixo da escada” naquele trecho “Molhou a barriguinha, barriguda, molhou o seu pézinho, que chulé“, uma excelente maneira de conquistar um público-alvo digno de tamanha malemolência, as crianças.

14- Braga Boys – Bomba: Uma explosão de mau gosto perpetuada no ano de 2000. E óh que esse que vos fala não renega um Psirico.

13- Johnathan da Nova Geração – Eu Sou o Johnathan da Nova Geração: 2001 foi uma odisséia no funk. Que o diga Bonde do Tigrão, Vanessinha Pikachu dentre muitos outros que congestionaram programas de auditório como Superpop e Sabadaço na época. Mas, ao menos pra mim, nada foi tão marcante quanto o molequinho filho da Mãe Loira e Pai Moreno da Furacão 2000 falando “dance Potranca” com a mesma naturalidade que discutia a evolução do Charmander para o Charizard. Hoje o menino cresceu e está pegando Lanai, a filha funkeira de Kadu Moliterno. Fica aí a dúvida se ele anda a tratando que nem o sogrão tratava a sogra.

12- Dogão – Dogão é Mau: Rick Bonadio nos presenteou com esse cachorro putão cantando um rap wanna be niggar. Cada um tem o Gorillaz que merece.

11- SNZ e Richard Lugo – Nothing’s Gonna Change My Love for You: Vocês se chamam Sarah Sheeva, Nãna Shara e Zabelê, sua mãe abriu uma igreja evangélica que mistura Jesus com OVNIS e seus lábios fazem botox ter inveja. Preciso falar algo mais? Quanto a Richard Lugo, quem é você no cenário musical norte-americano? Quer dizer, quem é você em Avaré? Um abraço.

10- Mário Veloso – Eu Faço Tudo Por Você: Poucos caras conseguem resumir um estilo de vida. Mario Veloso pode se gabar que é um deles. Manja aquele cara que estudou no Porto, passou em publicidade na FAAP, ganhou um Audi aos 18, tem um ármario baseado em calças Diesel, polos Sérgio K, camisetas Osklen e Abercrombie e compra aquele champagne na Pink Elephant que quando chega na mesa para a balada? Pode ter certeza que ele tem um pouco de Mário Veloso no seu coração. By the way, o rapagão já pegou adivinhem quem? A patricinha que queria ser cantora, mas só emplacou uma canção cantada em inglês de quem fez intercâmbio por 3 meses na Nova Zelândia. Parabéns a todos os envolvidos.

9- Dallas Company – Clima de Rodeio: Quero mandar um abraço para todo mundo que em alguma festinha de 15 anos já foi da galera de cowboy, ou da galera de peão e que mesmo sem ter uma beca invocada ou um pingente no chapéu, gosta de rodeio e bate na palma da mão.

8- Kaleidoscopio – Tem que Valer: Fruto daquela vibe “drum’n’bass com Bossa Nova”, coqueluche em todas as rodinhas de “críticos musicais” em 2003, Kaleidoscopio servia muito bem pra completar aquele cd de “músicas lounge” do Luciano Huck, ou como trilha para aquelas imagens da Praia do Pepê, com o carinha dando giro no bodyboarding, somadas àquelas luzes propostas que rolavam no meio da Malhação. Que Deus os tenham.

7- Rapazolla – Coração: Nordestinos como eu sabem muito bem que Coração, muito antes de Tomate e sua Rapazolla levarem pro axé, já tava estourada com Aviões do Forró, Cavaleiros do Forró e Dorgival Dantas. Mas, pra toda essa rapaziada paulistana criada a leite com pêra, ovomaltino, mega drive e que no terceiro ano foi pra Porto Seguro, Coração foi a trilha desses momentos etílicos e micareteiros na Passarela do Álcool e ponto.

6- Cogumelo Plutão – Esperando na Janela: “Mas Caju, isso aqui não é 1999 não?” Pior que não. Essa banda liderada por este protótipo de Renato Russo emplacou esta coisa nos nossos ouvidos em 2000, graças a Manoel Carlos e sua Laços de Família, que, se não bastasse, já tinha empurrado a força na nossa memória Lara Fabian e sua Love By Grace.

5- Motirô (Cabal) – Senhorita: Eu vou falar uma coisa que você vai ler e ficar com ela o resto do dia fuzilando a sua cabeça – HEY SENHORITA VOCÊ É A ÚNICA DA LISTA, QUANDO TE VI DANÇAR NA PISTA, VOCÊ FOI A MAIS BONITA.

4- Br’oz – Prometida: Boyband, coreografia putona, pegada musical latina, onomatopéia (pararêêêê), gritinhos do galã (Não se esqueça que eu não te esquecereeeeeeeiiiii) e refrão grudento. Ta aí a fórmula para uma música virar um clássico pop (ou não). Sim Sim Sim.

3- Edu Ribeiro – Me Namora: O nome do cd do cidadão já dizia muito “Roots Reggae Classics e outras canções”, pois bem, Me Namora é um poço de rimas ricas como namora/chora, agora/namora e sim/mim, compostas por um cara que só queria da VAZÃO AOS SENTIMENTOS (!!!).

2- Mc Créu – Créu: Você, seu publicitáriozinho fajuto de planejamento que acha que cria “conceito” e antecipa “tendência”, aprenda com esse gênio que ser coolhunter no Brasil é criar as mulheres-fruta e virar hit do verão.

1- Luka – Tô Nem Aí: Essa música tocou tanto, mais tanto, mais tanto, que teve neguinho fazendo estudo sobre o motivo de tamanha capacidade de grude da canção. A explicação é mais ou menos a seguinte; quando Luka soltava o agudo do refrão (aííí), ela entoava uma tal nota conhecida pelos produtores musicais norte-americanos como a “nota de um milhão de dólares”, que é original de uma forma de vocal típica da região dos Alpes chamada yodel (isso não é brincadeira, veja aqui). Essa nota tem maior facilidade de memorização que, auxiliados pela exaustiva repetição que as rádios jovens fizeram da canção, a tornou hit do verão de 2003. Mas, quem teria as manhas de criar uma canção com tamanha força? Só um gênio do porte de Latino.

Qualquer sugestão para atualizações é muito bem vinda. Aquele abraço.


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