Posts Tagged 'Cinema'

Sanfona, Gaita, Acordeão.

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Os autênticos Festejos Juninos são uma das coisas que mais sinto falta do meu Sergipe aqui em São Paulo. As esteriotipadas quermesses dos colégios paulistanos não alcançam (nem pleiteiam alcançar, é bem verdade) a relevância cultural que esse eventos tem para o povo do Nordeste. Esperados em pé de igualdade com o carnaval, a temporada que começa com o dia de Santo Antônio e acaba na noite de São Pedro tem no forró e em suas muitas derivações a trilha para umas das mais autênticas festas interioranos do Brasil. (Sim, paulista adorador de forró universitário, FORRÓ originalmente não é praieiro, não é coisa de Itaúnas, Caraíva ou qualquer outra praia nordestina pseudo-deserta lotada de burguesinho em Reveillon. É essencialmente agrestino, sertanejo.)

É curioso, porém, crer que o magnetismo que tal ritmo proporciona é baseado em um instrumento complexo, criado por chineses, disseminado por eslavos e que pelas idas e vindas migratórias acabou caindo na mão de um pernambucano, de nome Luiz Gonzaga que numa cidadezinha chamada Exú o transformou em abre-alas para (perdoando o clichê) o Brasil conhecer alguns muitos Brasis desconhecidos até então.

Certa feita em um papo com alguns amigos concluimos como o Acordeão para os acadêmicos, Sanfona para nordestinos e Gaita para os gaúchos se transformou no principal elo musical (e porque não cultural) entre os interiores do Brasil. Prova disso pode ser encontrada em cenários mais respeitados pela crítica musical, como as inúmeras parcerias entre gaiteiros como Renato Borghetti e sanfoneiros como Dominguinhos, ou até em manifestações mais populares como a facilidade como hits de forró eletrônico se transformam em hits sertanejos, vide Jorge e Mateus e sua versão de Pode Chorar do Aviões do Forró, ou até Leilão que era sucesso com a gloriosa Gatinha Manhosa e virou o carro-chefe do Cezar Menotti e Fabiano.

E é com propósito de homenagear o instrumento mais conectado as tradições do Brasil que surgiu o documentário “Milagre de Santa Luzia” que estreará nos cinemas dia 28 de agosto. Nele, Domiguinhos, aprendiz do Mestre Lua,  percorre o interior do país apresentando universos culturais diversos ligado ao acordeão (Forró, Sertanejo e Vanerão obviamente marcam presença). Simplesmente imperdível. Uma viagem que só o trailer já me emocionou:

Direção de Sérgio Roizenblitt.

Ps: Parei com posts sobre documentários.

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Musical na vida Real

Não gosto de musicais. Não gosto pelo simples fato que me coloco dentro deles e fico me achando extremamente retardado se vivesse num mundo onde chegaria para um amigo cantarolando um: “Bommmm Diaaaaa”, e ele serelepe respondendo “Bommm diaaaa Caju, como vai você meu caro amigoooo?” Ou então em uma aula de Marketing o professor soltando um: “Quais são os 4 pêsss? primeiro o produtoooo, depois a promoção… sem esquecer do preço e da distribuiçããããooo.”

Affff, realmente me sentiria um bobo. Todavia, me surpreendi com a ação no maior estilo Broadway que um certo grupo de teatro de Londres resolveu fazer no aeroporto de lá, primeiro assustando e depois encantando aqueles que esperavam seu vôo. Tudo isso para divulgar o conceito de “When was the Last Time you went to The Theatre?” do site Lastminute.com. Veja no que deu:

Aquele Abraço.
(Se alguém souber o nome da agência que idealizou a ação, favor deixar no comentário)

Dica do Rafa

Alice por Tim Burton

Thimothy William Burton é verdadeiramente um gênio do cinema. Uns podem dizer que ele se tornou chato, que as repetições nos seus trabalhos são maçantes e que ele não sabe fazer outra coisa que não seus filmes bizarramente sombrios e esquisitos. Mas é exatamente cada marca de autoria de Tim Burton em suas obras que me fascina.

O Mera Doxa é fã incondicional do cineasta, já demonstrado em produções do grupo, disponíveis no VocêTuba (prefiro não facilitar). Ele é realmente bastante perturbado, adora criaturas fantásticas e sua direção de arte sempre segue uma linha gótica.

Porém, mais do que produzir muito bem suas idéias, Burton sempre as escolheu muito bem. Estamos falando de um homem que adora bizarrice e escuridão e escolheu fazer O Estranho Mundo de Jack, filmar a história de um dos caras mais darks e excêntricos do cinema, Ed Wood, e mais recentemente levar para o cinema o musical premiado da brodway Sweeney Todd. E então, que história que tem tudo a ver com Tim, ainda faltava ele fazer?

Exato! Alice no País das Maravilhas, a história mais obscura, esquisita e agridoce de todas as fábulas! O filme ainda está em pré-produção, mas essa semana já foi anunciada a atriz que viverá Alice nas mãos de Tim Burton. Mia Wasikowska, a australiana que vive a pequena Sophie no seriado da HBO In Treatment. Sou só eu ou mais alguém está muito ansioso pra ver do que esse homem é capaz com uma história dessas na mão?

Alice her, Tim!

Aquele abraço!

Ainda sobre o Dakino

Na incessante busca por informações para poder divulgar a melhor notícia possível sobre algo que não vai mudar absolutamente merda nenhuma na vida de ninguém, o último post, encontrei, na verdade, uma campanha muito legal para divulgar este festival de cinema romeno.
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Além de ciganos e ginastas olímpicos, a Romênia também tem produzido grandes cineastas e filmes (vide o vencedor da Palma de Ouro em Cannes do ano passado). Mas até o último ano, nunca tinha ocorrido um festival sequer de cinema com renome internacional.

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Com a criação do Festival de Dakino, este panorama mudou. E para começar um festival de jeito, nada como uma boa publicidade. Além do vídeo dirigido pelo Kusturica que vocês podem ver no post abaixo, cartazes em que mostram como blockbusters hollywoodianos seriam refilmados por grandes mestres do cinema europeu foram postos pelas ruas de Bucaresti. O resultado destas peças ficou bem bacana, como pode ser visto nos três posteres que achei logo abaixo.

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Quanto a possibilidade de existir estes filmes, a do Senhor dos Anéis e a do Titanic seriam bem legais.
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Hasta!

Contra a maré

Muitos diretores consagrados do cinema foram, antes de serem laureados pela sétima arte, diretores de filmes publicitários. A lista de nomes é infindável e, como um funil ao contrário, cresce a cada ano que passa. Ridley Scott e seu irmão, Fernando Meirelles, Michel Gondry e tantos outros grandes diretores começaram suas carreiras produzindo e criando comerciais para a televisão.

Interessante mesmo é quando o inverso acontece, o que é muito raro, pois uma vez que estas pessoas ganham seu status na telona dizendo o que querem – ou não – por 1 hora e meia, fica díficil de você querer se expressar em 30 segundos, falando sobre um produto qualquer. Mas às vezes o improvável acontece. E nestas vezes, o resultado é bem legal.

Para divulgar o Festival Internacional de Cinema Dakino, que acontece na Romênia, Emir Kusturica (foto), um dos maiores, senão o maior gênio do cinema (e esta não é a minha simples opinião) resolveu fazer um anuncio parodiando o filme Matrix, tornando-o num filme “kusturicaniano”. Como todos os grandes diretores de cinema, o cineasta sérvio-iugoslavo-kosovense-montenegrino (depende do dia), possui certas marcas de autoria. Em seu caso, a presença de animais em cena, de seres exóticos, do universo cigano, um certo surrealismo e muita música são suas marcas. Neste pequeno comercial podemos vê-las e apreciar um grande cineasta (infelizmente muito mal reconhecido no Brasil) que nunca perde o tino para o negócio direção de cinema.

Hasta!

Ídolos Renegados do Cinema: o mais perto de Deus

Começarei, a partir de hoje, a escrever ocasionalmente sobre aqueles grandes atores que acabamos renegando e não enxergando seu verdadeiro potencial. Atores que, além de monstros na telinha, são seres humanos notáveis. Atores que, por trás de grandes papéis e recusas das produtoras, possuem um coração e merecem ser respeitados. Estes são os Ídolos Renegados do Cinema. E não poderia começar com outra pessoa, a não ser ele, o maior nome desta lista.
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Loiro. Alto (1,96m). Bonito. Poliglota (fluente em francês, sueco, inglês, alemão e japonês). Faixa preta 3º Dan de karatê. Inclusive, campeão europeu e australiano deste esporte. Treinador de pentathlon da seleção olímpica americana nas Olímpiadas de Atlanta, 1996. Formado em Engenharia Química pela Royal University of Stockholm. Pós-graduado pela Universidade de Sidney, Austrália. Também possui um mestrado em Química no MIT, EUA. E, para completar, sueco. Ah, Suécia!

Possuir todos estes gabaritos é uma missão difícil para qualquer pessoa. Diria, até, quase impossível. A começar pela procedência sueca, bênção de poucas pessoas que já fizeram ótimas reencarnações para estar lá. Um cara que, como pode ser claramente visto pelas informações acima, se deu incrivelmente bem em questões que parecem paradoxais, como beleza, inteligência e esportes, precisa apenas de sucesso em cultura para ser perfeito. E, como Deus é justo, na cultura ele falhou. Como diz o ditado: “quem tudo quer, nada tem”. O Ícaro de nossas eras é:

Dolph Lundgren. Quem?

Venero e idolatro este nobre ator. Mais conhecido pelo seu papel de Drago, a máquina que veio da gélida URSS para derrotar Rocky Balboa em “Rocky IV” (1985), Dolph Lundgren é o responsável, junto com Van Damme, pelas maiores pérolas da Temperatura Máxima e do Domingo Maior, da Globo. He-Man, Soldado Universal, O Justiceiro (primeiro e péssimo), Johnny Mnemonic e tantos outros filmes que fizeram a tarde de milhares de garotos nos anos 90 é primorosamente – menos, menos – estrelado por este monstro da sétima arte. São tantos filmes ruins que não tem como não gostar deste cara. Ele é o sueco mais brasileiro que existe. Como assim? DOLPH LUNDGREN NÃO DESISTE NUNCA! Ele não pára de fazer filmes e espera conseguir sua tão almejada perfeição. Até grupo de teatro e produtora ele tem. Se diretor consagrado eu fosse, ator principal de meus filmes Dolph Lundgren seria. Ponto.

Torço para que um filme seu estoure a boca do balão (duvido). Este Apolo moderno merece ganhar seu Oscar. Mesmo que honorário. Gostaria que nesta vida mais uma uma pessoa atingisse o conhecimento total. Assim como eu já o fiz.

Hasta!

Ídolos Renegados do Cinema: o mais perto de Deus

Começarei, a partir de hoje, a escrever ocasionalmente sobre aqueles grandes atores que acabamos renegando e não enxergando seu verdadeiro potencial. Atores que, além de monstros na telinha, são seres humanos notáveis. Atores que, por trás de grandes papéis e recusas das produtoras, possuem um coração e merecem ser respeitados. Estes são os Ídolos Renegados do Cinema. E não poderia começar com outra pessoa, a não ser ele, o maior nome desta lista.
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Loiro. Alto (1,96m). Bonito. Poliglota (fluente em francês, sueco, inglês, alemão e japonês). Faixa preta 3º Dan de karatê. Inclusive, campeão europeu e australiano deste esporte. Treinador de pentathlon da seleção olímpica americana nas Olímpiadas de Atlanta, 1996. Formado em Engenharia Química pela Royal University of Stockholm. Pós-graduado pela Universidade de Sidney, Austrália. Também possui um mestrado em Química no MIT, EUA. E, para completar, sueco. Ah, Suécia!

Possuir todos estes gabaritos é uma missão difícil para qualquer pessoa. Diria, até, quase impossível. A começar pela procedência sueca, bênção de poucas pessoas que já fizeram ótimas reencarnações para estar lá. Um cara que, como pode ser claramente visto pelas informações acima, se deu incrivelmente bem em questões que parecem paradoxais, como beleza, inteligência e esportes, precisa apenas de sucesso em cultura para ser perfeito. E, como Deus é justo, na cultura ele falhou. Como diz o ditado: “quem tudo quer, nada tem”. O Ícaro de nossas eras é:

Dolph Lundgren. Quem?

Venero e idolatro este nobre ator. Mais conhecido pelo seu papel de Drago, a máquina que veio da gélida URSS para derrotar Rocky Balboa em “Rocky IV” (1985), Dolph Lundgren é o responsável, junto com Van Damme, pelas maiores pérolas da Temperatura Máxima e do Domingo Maior, da Globo. He-Man, Soldado Universal, O Justiceiro (primeiro e péssimo), Johnny Mnemonic e tantos outros filmes que fizeram a tarde de milhares de garotos nos anos 90 é primorosamente – menos, menos – estrelado por este monstro da sétima arte. São tantos filmes ruins que não tem como não gostar deste cara. Ele é o sueco mais brasileiro que existe. Como assim? DOLPH LUNDGREN NÃO DESISTE NUNCA! Ele não pára de fazer filmes e espera conseguir sua tão almejada perfeição. Até grupo de teatro e produtora ele tem. Se diretor consagrado eu fosse, ator principal de meus filmes Dolph Lundgren seria. Ponto.

Torço para que um filme seu estoure a boca do balão (duvido). Este Apolo moderno merece ganhar seu Oscar. Mesmo que honorário. Gostaria que nesta vida mais uma uma pessoa atingisse o conhecimento total. Assim como eu já o fiz.

Hasta!

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