Maicon Jéques

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No dia 3 de fevereiro de 1959, a queda de um avião levou para o céu Buddy Holly, Ritchie Valens e The Big Bopper, naquele que ficou conhecido como o Dia que o Rock morreu. Prematuro, é bem verdade, já que o ritmo ainda engatiava. Porém, anos depois, os 4 garotos de Liverpool e 5 praieiros, guerreiros e solteiros da Califónia ressucitaram o defunto e reformularam o que se entendia por música.

No dia 25 de junho de 2009, de infarto, pegando o mundo desprevenido, morreu Michael Jackson. Naquele que… ainda não ficou conhecido como o Dia em que o Pop morreu. Digo ainda, porque nestes tempos longtailianos, onde o espaço amostral do Pop se restringe ao Hip Hop Pimp My Ride 2.0 intercalado pela vozinha melódica lugar comum da gostosinha morena de bíquini, a galerinha do anel de castidade da Disney e a cantora que sonha em ser uma drag queen, fica difícil achar uma luz que chegue perto daquilo que foi Michael Jackson. O artista mais completo de sua época. O artista mais completo da história. E não me venham compará-lo com Jim Morrison, o Kurt Cobain e a Janis Joplin, que morreram junto com sua grandiosidade se tornando influência para determinados grupos, mas nunca para um coletivo tão grande de espécies como os do descolorido de Indiana.

Nasci em maio de 1988. Não vi ele surgir, estourar. Já o conheci como clássico. Nestes meus 21 anos, Michael foi o mais ausente dos presentes artistas que tive o prazer de ser contemporâneo. Aparecia só de vez em quando, na chamada do Jornal Nacional tocando com o Olodum, no palco do VMA com N’Sync, com o seu filho na janela do hotel, num documentário dizendo que gosta de brincar com crianças de madrugada ou entrando algemado em um tribunal. Mas, mesmo assim, me alivio ao perceber que se me falam de Michael, o top of mind é o negão figuraça em um chroma-key cafona pros dias de hoje, cantando Don’t Stop ‘Til You Get Enough, aquela que até os meus 10 anos na minha cabeça era apenas a trilha da abertura do Vídeo Show.

Agora me junto a massa de órfãos, que viram um astro desaparecer junto com as idas e vindas de boatos sobre sua morte construídos e desconstruídos em 140 caracteres. E que nesse momento deve tá fazendo o moonwalk do lado de James Brown, em algum baile de algum morro do paraíso, tudo com a devida permissão do Marcinho VP.

Deixo vocês com um pouco da amplitude influenciadora de sua obra só aqui no Brasil, que vai do Mc Créu e seu passinho do Michael Jackson…

ao Caetano dedilhando Billie Jean.

2 Responses to “Maicon Jéques”


  1. 1 Mini-Crítico 27/06/2009 às 4:23 AM

    Há quem ache que o Chico é chato. Eu acho isso só uma aliteração interessante, já que, além de não ter nada de chato, o homem é o maior gênio da história da música brasileira. Mas acho com todas minhas forças que chato, chato mesmo é o Caetano. Eu escreveria um texto de 3 capítulos só sobre a chatice desse cara, mas meu sono não me deixa. Culpa da Dona Canô, que não tinha TV em casa…


  1. 1 MJ vs Black Eyed Peas « Mera Doxa Trackback em 21/07/2009 às 5:38 PM

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