Oscar

Caros amigos, é neste domingo, dia 24, que teremos a 80ª premiação da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos Estados Unidos – o famoso Oscar. O Oscar é aquela premiação que todo diretor sonha em ganhar, quer ele afirme isso ou não, e todo crítico adora contestar, afinal, é a maior de todas as premiações do cinema mundial, quer vocês concordem ou não. O Festival de Cannes é foda – eu prefiro – mas, é transmitido para o mundo inteiro? Então, é nesse sentido de grandeza que vos falo.


De uns tempos para cá, a Academia têm mudado seus hábitos e v
otado em filmes mais, digamos, fora dos padrões vigentes, que era o-herói-fudido-que-triunfa. Não que esse padrão antigo seja ruim, mas, já estava ficando enjoativo. Desde o Oscar 2004, em que “Cidade de Deus” (foto) foi indicado para 4 categorias (melhor direção, melhor edição, melhor fotografia e melhor roteiro adaptado), a Academia vem modificando sua visão cinematográfica a fim de melhorar sua imagem, que andava desgatada. Ao longo dos anos, os filmes chamados “oscarizáveis” foram perdendo espaço e filmes mais alternativos foram se tornando uma constante na cerimônia, e não mais meras zebras.

Em 2007, ocorreu o grande “boom” da Academia: os filmes “oscarizáveis” não possuíam mais nenhum poder e foram indicados a pequenos prêmios de consolação. Labirinto do Fauno, Babel, Os Infiltrados, Pequena Miss Sunshine, enfin, vários filmes diferentes deram o tom da festa. Seria esse o sinal definitivo que a Academia mudou seu modo de escolher filmes? Bem, pelo visto, parece que sim.

Voltando ao início do post, esse domingo teremos o Oscar. E quais são os filmes mais indicados para a premiação? Vamos ordenar os cinco maiores indicados – notem que não estou falando os indicados ao melhor filme -, para assim depois explicá-los:
1- Onde Os Fracos Não Têm Vez (8 indicações)
2- Sangue Negro (8 indicações)
3- Desejo e Reparação (7 indicações)

4- Conduta de Risco (7 indicações)
5-
Ratatouille (5 indicações)


1- “Onde Os Fracos Não Têm Vez” (No country for old men, 2007)
Este é o mais novo filme dos irmãos Coen. Este início já explica muito o que eu quero dizer com a mudança de pensamento da Academia. Um filme repleto de violência, sem final “feliz”, com nenhum herói no sentido hollywoodiano do termo, com muito humor negro e uma pitada de drama. Este filme não tem nada que agradaria aos anciãos da Academia, mas, mesmo assim, é o favorito do ano. Uma bela mudança. Javier Bardem faz, para mim, uma das melhores atuações que já vi.


2- “Sangue Negro” (There will be blood, 2007)
Puta que o pariu! O que a tradução fez com o título deste filme? M
as, tudo bem. O novo filme de Paul Thomas Anderson é, na minha opinião, o mais próximo que algum diretor conseguiu chegar perto de Stanley Kubrick que, apesar de ser por muitos considerado o maior diretor de todos os tempos, nunca levou um Oscar de direção para casa. “Sangue Negro” é aquele filme “ame-ou-odeie”. Eu amei. Achei fotografia, direção, atuação, edição, trilha sonora e roteiro fantásticos. Mas, voltando ao conceito Academia, se Kubrick nunca levou o Oscar de melhor diretor em sua época, como pode PTA ser o favorito para abocanhar este mesmo prêmio? Sinal dos tempos.


3- “Desejo e Reparação” (Atonement, 2007)

O mais “oscarizável” dos filmes. Uma história de amor, que supera todos os obstáculos para morrer na praia. O filme é fantástico e a fotografia, deslumbrante. As atuações de Keira Knightley (se revelando mais que um rostinho bonitinho) e James McAvoy (o médico de “O último rei da Escócia”) elevam o filme e o deixa mais do que uma simples história de amor e guerra.



4- Conduta de Risco (Michael Clayton, 2007)
Outro filme que foge da antiga regra hollywoodiana, mas não da nova, que parece gostar de filmes com escândalos políticos (vide “Boa Noite, Boa Sorte” e “Syriana“) é um excelente trabalho de estréia de Tony Gilroy, que antes era só roteirista. Um filme tenso que te prende do início ao fim, com um final maravilhoso e surpreendente, além de recheado de boas atuações.

5- Ratatouille (Ratatouille, 2007)
Uma animação – incrível, por sinal – entre os mais indicados. Ponto.


E ainda temos para esta premiação “Juno” – o novo “Pequena Miss Sunshine” -, “A Borboleta e o Escafandro” – o novo “Mar Adentro” – e “Piaf, um Hino ao Amor” – o novo “Ray”. Com tantos filmes que fogem dos padrões convencionais de Hollywood, a Academia vem mostrando que está se modernizando. Agora é esperar para ver.

Hasta!

1 Response to “Oscar”


  1. 1 Gabi... 22/02/2008 às 1:20 AM

    Lindo post, Nico!(hehe…)
    Quanto ao Sangue Negro, nem preciso falar nada né?

    Adoro vocês meninosss…leio tudo que vocês escrevem, olha a responsa, heim?

    Beijooos


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