Enjoy The Week #06

Amigos, esta semana trago mais uma lista especial. Mais do que especial, ela tem um gostinho de jabaculê, mas isso é uma grande calúnia que fere o meu caráter. A ETW desta semana traz uma compilação com os artistas que irão causar no Playcenter neste sábado, no Planeta Terra 2009.

São muitos artistas pra fazer pirar qualquer cabeça sedenta por modernidade líquida. O power-trio-instrumental-brasileiro-proposta Macaco Bong vai abrir essa brincadeira toda no cenário principal. Após eles, uma suruba de estilos e gostos entrará no palco principal: a começar pela galera que toma chá com Gorbachev, Móveis Coloniais de Acaju, seguido dos moderninhos do Maxïmo “com trema proposta” Park. Após essa brisa de jovialidade, vem a tríade renascentista: os experientes roqueiros do Primal Scream, da fodástica banda-mãe de todas  as bandas indies Sonic Youth e, para finalizar, o power yoga man Iggy Pop com os Stooges. Fechando o palco principal, teremos o DJ proposta Etienne de Crécy, com o seu palco monstruosamente lindo.

Já no palco “mais alternativo”, batizado de Coca-Cola Zero Stage, teremos uma seara de bandas moderninhas que já cairam, tão caindo, vão cair no gosto da galera da baixa Augusta. São elas, em ordem de apresentação: EX! (estreando no festival), Copacabana Club (parece o CSS, mas não é), Patrick Wolf (andrógino galês que faz um som pop com clássico do caralho), Metronomy (proposta electro-hype), Ting Tings (banda legal, mas que se ferrou por se apresentar no mesmo horário do Iggy Pop) o duo de DJs N.A.S.A e, fechando, Anthony Rother, outro DJ.

No lugar em que se promete ter mais RayBan Wayfarer por metro quadrado neste sábado, não vão faltar opções de diversão para a galera da baixa Augusta. Além  das atrações, os brinquedos do Playcenter estarão liberados para a galera vomitar.

O festival promete. Os shows prometem e a minha lista é a melhor forma de você, que acha Aviões do Forró uma novidade, não pagar de idiota e cantar umas musiquinhas neste show.

Tá esperando o quê? Clica na imagem aí.cover

1) Macaco Bong – Noise James

2) Móveis Coloniais de Acaju – Copacabana

3) Maxïmo Park – Girls Who Play Guitars

4) Copacabana Club – Just do It

5) Primal Scream – Rocks

6) Patrick Wolf – The Magic Position

7) Sonic Youth – Schizophrenia

8) Sonic Youth – What We Know

9) Metronomy – Radio Ladio

10) Iggy Pop & The Stooges – Raw Power

11) Iggy Pop – King of The Dogs

12) The Ting Tings – That’s Not My Name

13) N.A.S.A. – Gifted

14) Etienne de Crécy – Welcome

Hasta!

Infantilidade Adulta

Há muito tempo o Mera Doxa não mostra o quão intensa é a necessidade de escapismo do ser humano à medida que as grandes corporações tornam-se mais lucrativas. Enquanto na França, país da introspecção e da reflexão filosófica, isso tem se manifestado em suicídios, no Brasil e em outros locais onde a ignorância domina, um dos principais indicadores do sufocamento contemporâneo é o chamado Adult Childhood. A pressão incessante e holística sofrida pelos adultos de nossa época elevam consideravelmente a vontade de todos eles, ou de todos nós, de voltar a ser criança, tempo em que nós tinhamos permissão para fazer merda e alguém aparecia e limpava. Isso é indiscutível. Mas como polemizaria o Cléber Machado, o Peter Pan, lançado em 1902, já mostrava que esse sentimento era latente há um bom tempo? Talvez, mas ninguém disse que a discussão é pontual. Pode até ser estrutural, mas o que vale a pena evidenciar é que a tecnologia tem tornado a experiência infantil cada vez mais realista para os marmanjos, e é aí que mora o perigo. Desde os tradicionais balanços, cada dia mais seguros e resistentes, até os consoles de videogame, que tem conquistado mais e mais adultos mundo a fora, artefatos variados têm funcionado como uma ponte à infantilidade.

A gente se vê por aí.

Campeonato Brasileiro Sub-40

Antes de mais nada, este post se ausenta de punch lines. Nada de Zidane na Briosa, fulaninho no América ou sicrano no Rio Branco de Americana. Essa piada é pronta e sem graça, do mesmo nível de misturar esportes olímpicos com o tráfico no Rio 2016 e o avião da Air France caindo na ilha de Lost.

Vamos falar sério: para o amante do futebol, Vieri no Botafogo-SP é a notícia do ano. Isso vale mais que qualquer bilhão do pré-sal, escolha de presidenciáveis, Nobel pra Obama etc. Só a tal história de São Januário receber os jogos de rúgbi das Olimpíadas chega perto de tamanha relevância. E se o boato da chegada do lateral Coco se confirmar, começo a contar os dias para o Paulistão 2010. Como o Nico resumiu brilhantemente, “é o Botafogo brincando de Elifoot”.

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Falando em Elifoot, em um panorama econômico onde Brasil e potência viraram sinônimos, está na hora do futebol brasileiro abraçar alguma causa que fuja do esteriótipo devastador de campeonatos locais de “país exportador de talentos”. E essa causa, como Ronaldo (34) já provou e Petkovic (37) autenticou em cartório,  pode ser a de “importador de ex-grandes astros internacionais”. Brasil, tá na hora de virar o celeiro do SUB-40 internacional e, antes que baixe algum seguidor da doutrina de Mauro Cezar Pereira nos comentários, isso não é ruim. Não é confirmar um complexo de vira-lata, mas aproveitar uma oportunidade de conquistar lucros financeiros a curto prazo e garantir alegrias para torcida (mesmo que só antes dos jogadores entrarem em campo).

Um bom exemplo é o Kluivert (33).  Todo mundo que passou tardes em 98 no melhor game de estratégias da história sabe o que ele representa. Pois bem,  o holandês se aposentou no Lille, clube que já está dando pistas de luta contra o rebaixamento no, sempre chato, campeonato Francês desta temporada. Agora sãopaulino, flamenguista, palmeirense, atleticano, ou companheiro botafoguense (do Rio) pense o que seria Kluivert no seu ataque.  Só de imaginar me arrepio… Lúcio Flávio, Batista, André Lima, Jobson e Kluivert, lágrimas me vem aos  olhos.

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Não seria um ótimo parceiro do Carlinhos Bala?

É tirar o cara da aposentadoria e transformá-lo no carro-chefe do Brasileirão. Ao lado de Ronaldo e D´alessandro, ser sua maior estrela. E não me venha com esse papo de “não tem dinheiro”. Leandro Amaral está parado no Fluminense há tempos, mas mesmo assim continua ganhando R$ 280 mil todo santo mês. Dá pra se esforçar e trazer um cara desses ainda com a ajuda da sempre cabal justificativa de “jogada de marketing”. Afinal o rapaz iria vender muito mais camisa e levar muito mais gente ao estádio do que Leandro.

Isso sem falar de Okocha, Sol Campbell, Lizarazu, Trezeguet, Overmars e cia. limitada. Dirigentes, transformem isso aqui no berço esplêndido de quem dava alegria em 2001. Se o Santa Cruz pode ter desfilando em seu gramado Vieri, em um campeonato que nem é o mais importante do país, o Aflitos merece o Figo.  Sem mais, aquele abraço.

PagoDados

PagoDados é um instituto abalizado de pesquisas que procura o correto censo sobre dúvidas de amplitude nacional trazidas pelo cancioneiro mela-cueca do pagode ternura ou de cunho fanfarrão de outras vertentes noventistas:

Para maiores informações, acesse o site do instituto.

Dica do Manoel Netto.

Outra vibe de vida

When Rogério Skylab meets Júpiter Maçã…

…você percebe que as outras dimensões são mais próximas do que parecem.

Ps: Este post vai em homenagem a André Montilha, que tá em outra vibe.

Bebete, Nyt Mennään

Se você é de Helsinque e é bacana está correndo de kart pra virar piloto de Fórmula 1 ou está indo para as noites tropicais dos clubes locais embalados por Maria Gasolina, banda local que faz versões de canções brasileiras em um idioma onde boa tarde se diz hyvää päivää.

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Essa história começa com a chegada da finladesa Lissu Lehtimaja para um intercâmbio, desses de Rotary, Lions Clube e afins, em São José dos Campos. Muito provavelmente após mallumagalhanizar, ouviu o Leãozinho do Caetano e bingo! Brazilian Music brought some love to her heart.

Depois foi chegar em Helsinque, juntar a brodagem semi-albina, mostrar o Tio Jorge no vinil e montar o Maria Gasolina (nome inspirado em Carro Velho, da Banda Eva). O segundo cd do grupo, Mä Olen Sun (finlandês de “Eu sou seu homem e você minha mulher”, trecho de Bebete Vãobora, que por sua vez virou Bebete, Nyt Mennään) ficou 20 semanas entre os mais vendidos da terra da Nokia.

Como não consegui achar em nenhum local desta grande rede nem esse disco, nem o primeiro Se Jokin gratuitos para baixar acessem o myspace ou a página deles no lastfm pra ouvir canções como Kadulla, sateessa tai landella (versão de “Na Rua, na Chuva, na Fazenda” do Hyldon), Tietan Valo (“Tieta” do Caetano Veloso), Karollina Kaunis (Carolina, Carol Bela do Jorge Ben) entre outras. Ou então sintam marromeno a vibe do show dos caras:

Se alguém achar os mp3s deles, favor colocar o link nos comentários. Aquele abraço digno.

Update: Nico, o mago das buscas, achou pra quem se interessar o link para o download do primeiro disco, Se Jokin. Continuemos na busca de Mä Olen Sun.

Enjoy The Week(end) #05

Continuando com a minha solitária saga de colocar músicas que eu gosto para vocês aturarem, esta semana acabei atrasando a lista por uma série de motivos, como qualificação de trabalho, briga com o pessoal do Jardim Ângela, FIFA 10 e preguiça. Mas agora tenho o tempo ao meu lado e trago até vocês o ETW mais feminino que já passou por aqui. A começar pelas colaborações: a eterna @thaizaakemi, além das meninas do Veja Estes e sua ótima dica que figura aqui.

Pra começar esse ETW, resolvi trazer Miho Hatori (mais conhecida como a Noodles, do Gorillaz) fazendo um samba diferente e moderno em “Barracuda”. Temos também nessa listinha a última paixão musical (e pessoal) que tive nessa semana, a ponto de colocar duas músicas dela na mixtape: a inglesa Marina Diamandis, ou, para os íntimos, Marina and The Diamonds. Aposto um mindinho que a gente ainda vai ouvir muito falar nessa menina.

Continuando, temos a banda Music Go Music, que parece muito com um encontro entre Heart (clássico do Guitar Hero), música disco (clássico das pistas) e Roxette (clássico do coração). Essa banda promete. Pela primeira vez, acredito, coloquei uma música nacional na lista: é a fantástica Sabiá, de Stela Campos.

Completando a mixtape, temos o ex-Moldy Peaches Adam Green, Against Me!, Lily Allen, as francesinhas do Plasticines, White Lies, The Boy Least Likely To e um clássico do Cake que eu nunca me canso de ouvir. Como vocês já sabem, é só clicar na capa abaixo para fazer o download. cover

1) Miho Hatori – Barracuda

2) Plasticines – Loser

3) Adam Green – Morning After Midnight

4) Lily Allen – Not Fair

5) Marina and The Diamonds – Simplify

6) Against Me! – Borne on the FM Waves

7) Mark Farina feat. Sean Hayes – Dream Machine (downtempo mix)

8) Pink Martini – Lilly

9) Marina and The Diamonds – Mowgli’s Road

10) Music Go Music – Thousand Crazy Nights

11) The Boy Least Likely To – Every Goliath has its David

12) Stela Campos – Sabiá

13) White Lies – Farewell to the Fairground

14) Cake – Never There

Hasta!

João do Morro is back

Há mais de um ano escrevi um post extasiado com o fenômeno João do Morro. Tratava-se de um figuraça da Casa Amarela em Recife, cantor de pagodão que retrata fielmente de forma fulêra (como diria seus conterrâneos) e popular, o dia-dia das comunidÁÁÁdes da capital Pernambucana em suas músicas, colocando em 3 minutos costumes de sua gente que multinacionais e agências de publicidade  levariam anos de pesquisas e investimentos em análises mercadológicas para descobrir.

Ao contrário do que aconteceria em outros estados do país, ao invés de ser deixado de lado sob estigma de brega e pobre poeticamente e musicalmente o cara foi abraçado pela, sempre em ebulição, cena indie de Hellcif. Acabou sendo contratado pela produtora Recbeat, que organiza festival homônimo e empresaria gente como Cordel do Fogo Encantado. O resultado foi mais qualidade técnica a suas produções, que antes se restrigiam a péssimas gravações ao vivo, sem deixar de lado seu exclusivo poder de síntese baseado no deboche genuinamente nordestino.

Além disso, até videoclipe o rapaz fez e é com ele que vos deixo, embalado pela nova música de trabalho  “Eu não presto”, um sambarrocha (Diquinta é last week) em parceria com Conde, o Rei do Brega. Alegria na sua forma mais original:

Vale dar uma conferida no myspace do cara que já está com as 2 novas músicas, além da própria “Eu Não Presto”: “Cueca de Copinho”e “Eu Dô-le”.

Mini Melancia

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Sem mais.

Annie Lenox

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Annie Lenox está assustada  com a falta de posts.

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